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Papel de parede é opção para quem busca praticidade e fácil aplicação

Estampas mais comuns são as que imitam madeira ou com temas infantis.

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Muito usado nos Estados Unidos e em países da Europa, o papel de parede chegou de mansinho e, aos poucos, vem tomando conta da decoração das casas brasileiras. É um costume antigo, que, de acordo com a designer de interiores Ana Paula Costa Pinto Giavoni, de 52 anos, voltou para ficar. “Nunca foi muito comum aqui, porque o brasileiro gosta de casa simples e branca. Por isso, não pode ser cansativo nem ter muitos detalhes”, explica.

Seja em tecido ou plástico, a principal vantagem do papel de parede é a praticidade. Apesar de ser mais caro do que a pintura em tinta, comenta a especialista, geralmente as pessoas optam por utilizar o papel em poucas paredes da casa, diminuindo os custos. Para se ter uma ideia, uma lata de tinta com 18 litros custa mais de R$ 200 e rende de 225 a 275 metros quadrados por demão.

O rolo com 10 metros de papel de parede varia de R$ 120 a R$ 230 e cobre até cinco metros quadrados de parede. Além do próprio papel, no entanto, é necessário comprar uma cola especial, que custa em torno de R$ 20 e rende dois rolos por quilo.

Mão na massa
Para cortar gastos, uma boa opção é pôr a mão na massa e aplicar os papéis de parede por si só. “Dá pra fazer sozinho, mas tem que ser caprichoso”, ressalta Ana Paula. O primeiro passo é garantir que a parede esteja limpa e lisa para que não formem caroços por baixo da decoração. Em seguida, basta dissolver a cola em água e, com a ajuda de uma espátula, ir colando o papel aos poucos. “Tem que usar a pá para tirar o ar e evitar bolhas. Nós sugerimos ver vídeos de outras pessoas fazendo na internet”, orienta o auxiliar de uma loja de decoração, em Sorocaba (SP), Lucas Mendes, de 23 anos.

Alguns papéis já vêm com cola e podem ser aplicados diretamente na parede. Não tem necessidade de passar nenhum produto por cima, mas, em caso de sujeira, a manutenção deve ser feita com um pano úmido. Como costumam ficar em banheiros e cozinhas, continua Lucas, é preciso tomar cuidado para que o papel não molhe. “Mesmo assim, é muito difícil descascar, rasgar ou descolar da parede.”
Tendências
As estampas mais comuns são aquelas que imitam madeira ou que trazem temas infantis para quartos de crianças, mas a escolha do papel de parede ideal, lembra Ana Paula, deve levar em conta a decoração do restante do cômodo e da casa toda.

Enquanto a pintura precisa ser trocada a cada seis meses ou um ano, o papel de parede dura cerca de dois anos. Caso os moradores se cansem da estampa, basta arrancar o papel, tomando cuidado para que não fiquem resíduos na parede. “No caso da pintura, desbota muito fácil, principalmente no exterior da casa”, lembra Ana Paula. As tendências de tinta, de acordo com ela, seguem a moda das roupas. As cores mais comuns são lavanda, bege e marfim.

Para complementar a decoração da sala de jantar, a estudante Mayara Pissatto Fakri, de 23 anos, optou por um papel de parede estampado em vermelho, preto e branco. “Eu queria uma parede diferenciada e, ainda por cima, tem a praticidade de mudar o papel quando desejar”, explica.

Foram R$ 200 gastos com o rolo e outros R$ 100 para contratar um profissional que fizesse a aplicação, mas o investimento valeu a pena. “Nunca rasgou nem sujou. Se riscarmos claro que fica marcado, mas a manutenção é muito tranquila e não exige grandes limpezas ou preocupações”, conta a estudante.

Fonte G1

 

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